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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O amor natural

Faltava-me como professora essa experiência com o erotismo drummoniano, por isso criei coragem e adquiri um exemplar de O amor natural. Conto agora minhas impressões do livro para vocês.

Primeira impressão: o sexo move montanhas. Cheguei a essa conclusão porque as pessoas me viam lendo o livro e comentavam sobre ele. E olha que a minha capa era discretíssima, não era essa aí do lado não, era uma edição comemorativa, capa dura azul, nome do livro bem pequeno no centro da capa. Mas as pessoas conhecem o título, leram o livro e comentam seus poemas favoritos, isso em termos de Brasil e impressionante. Acho mesmo. Coisa que só o sexo é capaz de produzir.

Com relação aos poemas, bem, foi uma experiência totalmente nova em termos de Drummond. eu cá com a minha imagem do velho mineirinho tímido de Itabira e ele me vem com odes ao sexo anal e ao 69. Claro que é um eu-lírico, ser fictício, mas como diferenciar? Fiquei bege, Barbie na caixinha. Sou pudica, é o que posso concluir... Quase nem aproveitei a leitura de tão envergonhada que fiquei.

Claro que o livro não é ruim. É Drummond, né? Mas, definitivamente, eu não esperava tanta sinceridade. É pornográfico mesmo. As palavras estão explícitas. As imagens são intensas. É gozo pra lá, clítoris para cá, membro, esperma, enfim... Deixa os Cinquenta Tons de Cinza no chinelo. Deixa mesmo.

Eu não posso dizer que gostei. Passei tanto tempo intimidada pela imagem de Drummond dizendo aquelas coisas que nem aproveitei direito. Além disso, houve uma certa quebra de expectativa, eu esperava algo mais para o humor, como no poema a bunda, que engraçada, e, que seja dita a verdade, tem muito humor nesse livro, mas não é apenas isso.

Na moral, não sou mesmo lá muito fã de erotismo na literatura, mesmo sabendo que ele tem o seu valor e que é um gênero que muita gente curte. Porém, acho que a experiência foi valorosa. Bom, no mínimo, foi uma ótima escolha para o dia do sexo (6/9).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Três é demais!


A série Garota <3 Garoto de Ali Cronin é extremamente bem recomendada nos blogs por aí. Eu, particularmente, não gostei muito. Achei insípido.

Três é demais é o terceiro volume da série. Eu não li os dois primeiros e nem pretendo. Não que o livro seja uma droga completa, eu apenas não simpatizei com os personagens. Eles me pareceram meio óbvios demais. Totalmente sem graça.

Assim como nas minhas histórias cada um dos livros trata de uma das garotas de um grupo de quatro. A protagonista deste volume é Cass, uma menina filha de um cara que ficou rico, ela é superestudiosa e estressada com as notas e com o que os outros pensam dela.

Cass namora um idiota de marca maior que é capaz de falar do que eles fazem na cama para os amigos e arrotar feito um porco nas situações mais constrangedoras. Todos detestam o cara, mas ela parece não enxergar os defeitos do mané. Além disso, ela ainda está tentando uma vaga em Cambridge e precisa de notas altíssimas para conseguir.

O romance gira em torno desses estresses e humilhações dela. Bem, para completar, um dos amigos dela se declara apaixonado. Cass o despreza. Enfim, problema, problema, problema, crise nervosa, menstruação atrasada, mãe dominadora, namorado mala e beijo que é bom: nada.

Se alguém leu algum desses livros e gostou, por favor, me convença de que estou errada. Porque eu não gostei.