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terça-feira, 14 de abril de 2015

AMAZON

Oi gente,
tanto tempo depois, estou aqui no blog novamente. Hoje não vou falar de passado, apesar de ter várias novidades para apresentar para vocês. Estou aqui para deixar o link do meu livro na Amazon. Finalmente tomei coragem. Ele está disponível na versão digital. Conto com vocês para a divulgação.

Do Seu Lado



Estou tentando também organizar uma versão para impressão no Perse. Mantenho vocês informados.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O amor natural

Faltava-me como professora essa experiência com o erotismo drummoniano, por isso criei coragem e adquiri um exemplar de O amor natural. Conto agora minhas impressões do livro para vocês.

Primeira impressão: o sexo move montanhas. Cheguei a essa conclusão porque as pessoas me viam lendo o livro e comentavam sobre ele. E olha que a minha capa era discretíssima, não era essa aí do lado não, era uma edição comemorativa, capa dura azul, nome do livro bem pequeno no centro da capa. Mas as pessoas conhecem o título, leram o livro e comentam seus poemas favoritos, isso em termos de Brasil e impressionante. Acho mesmo. Coisa que só o sexo é capaz de produzir.

Com relação aos poemas, bem, foi uma experiência totalmente nova em termos de Drummond. eu cá com a minha imagem do velho mineirinho tímido de Itabira e ele me vem com odes ao sexo anal e ao 69. Claro que é um eu-lírico, ser fictício, mas como diferenciar? Fiquei bege, Barbie na caixinha. Sou pudica, é o que posso concluir... Quase nem aproveitei a leitura de tão envergonhada que fiquei.

Claro que o livro não é ruim. É Drummond, né? Mas, definitivamente, eu não esperava tanta sinceridade. É pornográfico mesmo. As palavras estão explícitas. As imagens são intensas. É gozo pra lá, clítoris para cá, membro, esperma, enfim... Deixa os Cinquenta Tons de Cinza no chinelo. Deixa mesmo.

Eu não posso dizer que gostei. Passei tanto tempo intimidada pela imagem de Drummond dizendo aquelas coisas que nem aproveitei direito. Além disso, houve uma certa quebra de expectativa, eu esperava algo mais para o humor, como no poema a bunda, que engraçada, e, que seja dita a verdade, tem muito humor nesse livro, mas não é apenas isso.

Na moral, não sou mesmo lá muito fã de erotismo na literatura, mesmo sabendo que ele tem o seu valor e que é um gênero que muita gente curte. Porém, acho que a experiência foi valorosa. Bom, no mínimo, foi uma ótima escolha para o dia do sexo (6/9).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Três é demais!


A série Garota <3 Garoto de Ali Cronin é extremamente bem recomendada nos blogs por aí. Eu, particularmente, não gostei muito. Achei insípido.

Três é demais é o terceiro volume da série. Eu não li os dois primeiros e nem pretendo. Não que o livro seja uma droga completa, eu apenas não simpatizei com os personagens. Eles me pareceram meio óbvios demais. Totalmente sem graça.

Assim como nas minhas histórias cada um dos livros trata de uma das garotas de um grupo de quatro. A protagonista deste volume é Cass, uma menina filha de um cara que ficou rico, ela é superestudiosa e estressada com as notas e com o que os outros pensam dela.

Cass namora um idiota de marca maior que é capaz de falar do que eles fazem na cama para os amigos e arrotar feito um porco nas situações mais constrangedoras. Todos detestam o cara, mas ela parece não enxergar os defeitos do mané. Além disso, ela ainda está tentando uma vaga em Cambridge e precisa de notas altíssimas para conseguir.

O romance gira em torno desses estresses e humilhações dela. Bem, para completar, um dos amigos dela se declara apaixonado. Cass o despreza. Enfim, problema, problema, problema, crise nervosa, menstruação atrasada, mãe dominadora, namorado mala e beijo que é bom: nada.

Se alguém leu algum desses livros e gostou, por favor, me convença de que estou errada. Porque eu não gostei.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mariah Mundi - Os diamantes fantasmagóricos

Pessoas queridas, mil desculpas, eu sei que ando uma leseira na escrita esses posts. Como é que pode: uma semana sem dar notícia? Perdões, perdões, perdões... Mas, se a condição me exime, estou exausta. O bicho tá pegando no trabalho e eu ainda estou fazendo um curso à noite, fora outras coisas. O mês de agosto tá mais puxado que o costume. foi malz!!!

Meu tempo de leitura está curtinho e eu não sou dessas pessoas que rendem bem noite afora. Demorei para pegar o ritmo de Mariah Mundi - Os diamantes fantasmagóricos e até agora estou confusa sobre algumas partes, nem tanto por causa da história, mas porque acabei cochilando no meio do processo mesmo.

Este livro é a continuação de Mariah Mundi - A caixa de Midas que eu já resenhei aqui mais no começo do ano e como o primeiro da série também é muito bom. Realmente, não sei como ele não fez esse sucesso todo pegando o rastro dos fãs órfãos de Harry Potter. Não que as histórias sejam semelhantes, na verdade, são totalmente diferentes, mas é um mundo fantástico e um adolescente (para variar: órfão) tentando se encaixar nesse universo de magia.

O mundo de Mariah, todavia, não é completamente mágico, existem apenas algumas criaturas místicas e sobrenaturais como o Kraken e artefatos mágicos como a caixa de Mídas. Aliás, recolher esses artefatos é o trabalho de Mariah, ele e seu padrinho Capitão Charity fazem parte do Departamento de Antiguidades que basicamente procura, localiza e esconde em segurança peças como essas. Claro que onde estão estas relíquias estão também as maiores aventuras e os vilões mais poderosos.

Nesse volume, Capitão Charity comprou o luxuoso hotel Príncipe Regente e tudo parece correr bem até que no meio do baile da meia-noite cinco dos hóspedes mais importantes simplesmente explodem. Além disso, um grandioso navio e seu dono, um milionário para lá de excêntrico, chegam um dia após a confusão. Sacha  e Mariah escapam de um assassino mascarado que se esconde na noite. Enfim, muita coisa acontecendo que parece não ter ligação. A explicação começa a tomar forma através dos diamantes fantasmagóricos, diamantes do tamanho de punhos de homem que são capazes de mostrar a aparência das pessoas na hora de sua morte.

Você já deve imaginar que é ação em cima de ação, não é? Os personagens são incríveis e a história toda é criativa que dói. Vale demais a tentativa de entrar nesse universo de nebulosa escuridão e mistério numa cidadezinha portuária da Inglaterra esquecida de todos onde o absurdo parece acontecer naturalmente. 

Já estou me coçando pelo próximo volume: Mariah Mundi - A Nau dos Insensatos

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Coisas frágeis

Ainda não sei exatamente o que achei da minha primeira experiência com Neil Gaiman. Minhas impressões de Coisas Frágeis variaram entre "não é para tanto" e "caraca, que massa". Mas vou partilhá-las com vocês mesmo assim para que vocês, se foram ler ou já tiverem lido, possam tirar suas próprias conclusões.

Neil Gaiman é um escritor que se destacou inicialmente nos quadrinhos com a série Sandman, que é uma releitura das aventuras de Morpheu, o deus mitológico dos sonhos. Não sou uma grande fã de quadrinhos, tampouco lia a obra, mas a crítica elogia muito esse trabalho. 

Coisas Frágeis é um livro de contos que traduz a maturidade de Gaiman. Pelo menos, ao que me pareceu, este é o estilo dele, este livro diz muito sobre o tipo de coisa que ele pretende deixar de legado para o mundo. E, pode ter certeza, é um legado estranho.

A criatividade é o ponto forte desse autor. Sua capacidade de escrever sobre diferentes universos impressiona. Assim como sua capacidade de interagir com outros textos. Em Coisas Frágeis há contos que se relacionam com Sherlock Holmes, com as Crônicas de Nárnia, com o universo de Matrix... Todos eles muito coerentes. Eu gostei demais desse aspecto da literatura de Gaiman, mesmo quando me faltaram as referências certas. Gosto da possibilidade de interação, de mexer com personagens queridos, de trazer de volta seus universos impossíveis e misturá-los.

Entretanto, várias vezes, senti um exagero desnecessário. Essa coisa de dar dramaticidade demais à cena para que ela vire literatura de alto nível. Como o personagem de um dos contos que mata todos os homens que tiveram a possibilidade de ser o seu pai desconhecido com requintes de crueldade, não tinha nada a ver com o conto esse aspecto da vida dele, mas está lá como um apêndice. Esta impressão de exagero ficou me rondando em alguns textos em que eu pensei assim:  "esse detalhe não precisava". Mas não é nada que desmereça o artista.

Como em todo livro de contos, gostei mais de uns do que de outros, falarei de dois dos meus preferidos. Meus favoritos foram O pássaro-do-sol e Os fatos no caso da partida da senhorita Finch, apesar de que poderia citar pelo menos mais três contos que me chamaram bastante a atenção pela qualidade e potencial criativo.

Em O pássaro-do-sol, vamos acompanhar um grupo exótico de pessoas que se reúne para degustar as comidas mais diferentes do mundo inteiro. Chega um momento que este cube da comida está entediado e lhes é sugerido ir ao Egito comer a ave mais saborosa de todas, o pássaro-do-sol. Esta ave, eles ão sabem, mas trata-se de uma fênix.

Já em  Os fatos no caso da partida da senhorita Finch, acompanharemos um casal que pede a um amigo para fazer companhia para uma visita. A visita, a senhorita Finch, é uma mulher chatíssima que reclama de tudo e não para de falar de trabalho, ela é biogeóloga e sua paixão são os Tigres dente de sabre. Os quatro acabam indo para um espetáculo totalmente esquisito que se passa nos túneis vagos do metrô de Londres. De repente, a Senhorita Finch some. E fica subentendido que ela não era tão chata, apenas não realizara seu maior sonho.

De forma geral, gostei do livro. foi uma experiência bem diferente. Demorei um pouco para engatar a leitura, mas depois que comecei, não foi difícil chegar ao final. Recomendo para aqueles que apreciam o novo e que apostam na modernidade, pois se tem uma coisa que Gaiman se esforça para ser é moderno.

domingo, 18 de agosto de 2013

Minha vida fora de série

Meninos, estou bege com a minha total incapacidade de escrever durante essa semana... So sorry! Mas também, é tanta coisa acontecendo que nem cabe em uma semana. Muita coisa para discutir daqui para frente. É curso on-line, é novidade no trabalho, enfim... Por enquanto, a gente deixa isso para lá.

Olha, passei vários dias dessa semana tentando dar conta do meu primeiro contato com Neil Gaiman, mas ainda não consegui terminar o livro de duzentas páginas, vocês acreditam? Estou perdidinha. Acho que me faltam várias referências para entendê-lo, ou então, eu simplesmente tenho que abrir mão de tentar entender e seguir em frente. Li cem páginas e pretendo terminar as demais esta semana. Depois escrevo a resenha.

Por conta das mil atividades da semana e da minha batalha pessoal com Gaiman, quase não li. Estava preocupada com a atualização do blog. Por isso, ontem, decidi pegar o livro novo da Paula Pimenta que eu tinha comprado. Mesmo com almoço na casa da sogra, faxina aqui em casa e supermercado, deu tempo de ler todinho e agora apresento minha resenha.

A personagem principal desta nova série da Paula se chama Priscila (coincidência, né?) e está com treze anos. Ela acabou de se mudar de São Paulo para BH porque os pais se separaram. Priscila é uma menina ativa, que adora animais e, ao contrário da Fani (de Fazendo meu filme), não tem nada de tímida. Em pouco tempo ela se entrosa com a família e as amigas na nova cidade.

Logo no começo, ela se interessa por um rapaz mais velho que toca guitarra. Eles paqueram e ela cogita dar nele o seu primeiro beijo, porém acaba percebendo que o rapaz é um idiota e desiste. Depois das férias, ela conhece outro cara, que é muito parecido com esse rapaz, mas que é maravilhoso. Ela se apaixona perdidamente e o garoto parece corresponder, só tem um problema, os dois rapazes são irmãos. E aí?

Ainda não terminei de ler a série Fazendo meu filme (o livro 3 tá bem carinho), mas acho que a Paula está bem mais criativa com relação ao enredo nessa segunda série. A protagonista, apesar de ser mais jovem, parece melhor construída do que a Fani. O casal principal é uma gracinha de tão fofo. Uma gracinha infantil, que fique claro! Os treze anos dela totalmente nos convencem e eu achei isso bem legal, afinal, como eu venho reclamando, parece que o nosso mercado editorial não tem mais histórias sem sofrimento e com beijo na boca. O adolescente de hoje está dramático demais, nem tudo precisa ser a luta contra o câncer.

Enfim, adorei. Pode comprar e ler sem medo, pode dar para sua prima, para sua sobrinha...

Eu vou comprar a segunda temporada que saiu faz pouco tempo. Dizem que há um salto no tempo e vamos encontrar a Priscila já mais velha. Acho que vai ser bem legal!

domingo, 11 de agosto de 2013

Will & Will: um nome, um destino


Terminei de ler esse livro agora e já vim logo escrever, embora ainda não saiba dizer exatamente o que eu achei sobre ele...


Com certeza, posso afirmar que é uma história criativa, tanto na forma que foi escrita quanto pelo que trata. 

Will & Will foi escrito numa parceria entre o queridinho dos adolescentes americanos, John Green, autor de A culpa é das estrelas, e o também famoso David Levithan, autor de Nick e Norah, que chegou até a virar filme. Só isso já deveria fazer com que o livro sumisse das livrarias, mas não sei o que acontece, nunca vi ninguém no Brasil comentando esse livro, não alguém que não o tenho lido em inglês.

Bom, tenho minhas suspeitas para explicar o motivo desse "abandono". Primeiro, a parte gráfica do livro. Eu adorei o tom de prata da capa, vai ficar lindo na estante, mas, na verdade, não é uma capa muito atrativa, pois não conseguimos antever nada da história. A única coisa que está em destaque são os nomes dos autores. O que, obviamente, não é o suficiente para atrair todo tipo de leitor.

Além disso, tem a história... E, talvez, o mercado editorial brasileiro seja puritano demais para investir pesado na publicidade numa história que fale sobre relacionamentos homossexuais. O livro não é exclusivamente sobre isso, mas trata sobre isso também. Um livro sobre casais gay para jovens no Brasil me parece demais mesmo. Já achei muito a publicação...

Vamos ao resumo. Will e Will são dois jovens que têm o mesmo nome: Will Grayson. Eles moram em cidades diferentes e têm vidas completamente diferentes. Um dia, pelo acaso do destino, eles se conhecem. Cada autor escreve um Will. Cada capítulo tem um Will diferente como protagonista. Vocês acreditam que tem gente que não consegue perceber isso? Mesmo o segundo Will escrevendo tudo com letra minúscula como se estivesse passando uma mensagem de texto? essa é uma das críticas ao livro... Gente-que-não-sabe-ler-e-reclama-dos-autores. É o problema de tentar ser original...

O Will 1, pelo jeito é escrito por Green, é um rapaz que fala pouco, que prefere não se envolver, meio ranzinza e que tem um melhor amigo para lá de bizarro: Tiny Cooper. Tiny é do time de futebol americano, enorme, de alto e de gordo, e super-mega-ômega gay, gay florzinha mesmo, gay de saltitar pelos corredores da escola, gay a ponto de conseguir financiamento da escola para montar um musical sobre a própria vida. Tiny e Will são amigos desde sempre e Tiny vive colocando Will nas mais fantásticas furadas. Só essa história eu já achei o máximo, afinal, que mal há em héteros e gays como amigos de infância? É um assunto delicado que ninguém quer tocar. Os gays sempre aparecem como amigos de mulheres e isso é uma forma de preconceito.

Já o Will 2 é bem mais chatinho. Ele toma remédios para depressão (seria impossível um livro para essa geração sem pelo menos uma doencinha, não é mesmo?) e está se descobrindo gay. É um chato que não se abre para os amigos e vive reclamando da vida o tempo inteiro. Tudo bem, é uma fase difícil e ele está com raiva de todos. Mesmo assim, ele tem umas tiradas irônicas muito engraçadas. 

Will 2 está apaixonado por um cara da internet e quando vai conhecê-lo, leva um fora e acaba esbarrando em Will Grayson. A partir daí, não posso falar, pois é você que tem que ler. 

Eu gostei e recomendo, principalmente pela originalidade do tema. Se você, entretanto, não consegue nem ler sobre beijo gay que já se coça todinho de preconceito, então, esse livro não é para você.