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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pipoca de micro-ondas caseira

Hoje a preguiça tá grande e a vontade de escrever tá pouca. Resultado, vamos de receita.

Apesar de ser uma coisa relativamente comum, percebi que muita gente ainda não sabe que dá para fazer pipoca no micro-ondas sem comprar aqueles saquinhos com o cheiro (e com o gosto também) péssimo. Ninguém merece aquele ranço de gordura que fica no final. E o cheiro de chulé que impregna em tudo. Na escola em que trabalho, por exemplo, existe uma campanha contra a pipoca fedorenta de micro-ondas desde que a sala dos professores foi aterrorizada por pipocas sabor queijo, mas deixa essa história para outro dia...

Por isso, o menu de hoje conta com uma receita dificílima. Essa, até o mais incapaz entre os incapazes consegue fazer. 

Vamos precisar de:

água

sal

milho de pipoca

recipiente de vidro alto (resistente ao calor do micro-ondas. Os vagabundos vão trincar ou explodir. Tô só avisando...)

plástico filme - (Tem quem use só aquelas tampinhas plásticas próprias para micro-ondas, feitas para não deixar respingos de molho escapar)

Aí é o seguinte, coloca o milho no recipiente de vidro já pensando que a pipoca, quando estourar, vai precisar de espaço, por isso o recipiente precisa ser alto. Costumo colocar milho o suficiente para esconder o fundo, mas faço em potes pequenos, só o bastante para um lanche da tarde.

Então, coloque a água. Uma colher de sopa resolve, mas se for muita pipoca, uma tigela grande, por exemplo, melhor colocar um pouco mais, duas colheres talvez (receita bem precisa, não é não?).

Adicione o sal. Aconselham uma colher de café. Mas eu nem gosto muito de sal. Boto só umas pitadinhas mesmo. E misture tudo para umidificar os grãos.

Agora é só cobrir o recipiente com plástico filme. Não se esqueça de fazer um pequeno furo para o ar quente passar ou então é capaz de o plástico derreter com tanta quentura.

Suuuper difícil e gourmet, depois disso, é colocar o potinho no micro-ondas e apertar o botãozinho da pipoca. Caso o seu aparelho seja miserável e nem tenha botão de pipoca, coloca na potência mais alta e põe uns cinco minutos. Fica de olho, quando o espaço entre um estouro e outro de pipoca for superior a três segundos, é hora de parar ou a pipoca queima.

Não coloque seu vidrinho em contato direto com uma superfície molhada ou fria. Ele pode trincar (Vai por mim, já fiz isso um par de vezes). E tire o plástico com cuidado. O vapor da pipoca queima.

Está pronto. Aproveite. Além de fácil. É rápido. Suja pouca coisa. E muito saudável. pipoca por sis ó já é um excelente alimento, sem gordura, então, é um sucesso!!!

Deixo para vocês também um vídeo sobre as quinze vantagens  de se comer pipoca.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Vida e Morte

Acredito que nascemos e morremos várias vezes, sempre com a finalidade de aprender, sempre na intenção de melhorar. Para além do que é fé e do que é religião, é fácil perceber, observando a vida seguir seu curso, que tudo é cíclico. Algo tem que terminar para uma coisa nova começar. Ou seja, cada dia é uma oportunidade nova de nascer e cada noite que chega é também um pouco de morte.

Carpe Diem. É uma mensagem antiga. Aproveite o tempo. Você que acredita na imortalidade da alma e você que acredita na finitude do corpo. No final, a ideia vale para os dois. Aproveite. Cresça e apareça. Faça da sua vida uma experiência incrível. Pois é impossível vivê-la novamente da mesma forma. Escolha adequadamente todas as pessoas que vão permanecer na sua jornada, já que você não pode determinar quem surgirá no seu caminho... 

O acaso é sim uma ferramenta do destino, mas é o livre arbítrio quem estabelece essa permanência. Esse querer bem que distância alguma afasta. Essa necessidade de estar junto mesmo quando não compartilhamos os mesmos ideais. O que estou tentando dizer é que a máxima de que "os amigos são a família que você escolhe" é verdadeira, na mesma proporção que a família são amigos que você não escolhe. Mas que o coração acolhe...

Quando essa pessoa de lancheira aí entrou na minha vida, tinham me dito que eu ia ficar no canto. E de fato, por causa dela, eu precisei dividir meu quarto, por causa dela, minhas bonecas foram riscadas e, por causa dela, eu não podia mais ser criancinha, já que era a vez dela de ser. Admito que eu preferia outro irmão. Os meninos são tão mais fáceis de lidar, tão mais simples emocionalmente... Mas quando eu a vi naquela maternidade, eu entendi que não podia ser diferente. E foi um amor tão grande que só fui entender muitos anos depois, quando eu fui mãe de verdade.

Minha irmã é tanta coisa minha que a palavra amiga não define. Somos pessoas completamente diferentes, eu sou de Áries e ela é de Aquário, isso já diz tanta coisa. Temos muito em comum também e até enxergo o quanto de mim ela absorveu pela convivência, mas a verdade é que a probabilidade de nós sequer nos conhecermos se não fôssemos irmãs é imensa. Eu sou do dia, ela é da noite. Eu jogava bola e ela caça Pokémon. Eu dançava gafieira e ela apresenta painel de cultura geek no SANA. 

E eu fico cá comigo pensando o quanto eu não teria perdido....

Essa é a criadora do menino-peixe, a pessoa que mandava cartão-postal pelo videocassete, a garota que organizava as suas Barbies para visitarem o Ken na penitenciária. Definitivamente, essa pessoa aí nunca foi uma qualquer. E eu fico feliz de ser uma das personagens principais da história dela e não mais uma das pessoas que ficam babando quando a escutam falar. Não sou mais um like nas fotos que ela posta. E sou, muitas vezes a chata que passa sermão e que a lembra que o mundo é maior do que o espaço cozinha-cama-computador e que tem um universo de possibilidades lá fora esperando por ela.

Até as pessoas incríveis, como todos vão concordar que ela é, acreditam às vezes que não são capazes. E isso não é defeito. Falhar, aliás, não é defeito, embora ninguém fale sobre as próprias falhas e os próprios erros, eles estão lá para fazer de nós o que somos da mesma maneira que fazem as conquistas. Sentir não é defeito. Admitir-se imperfeito é válido e muito corajoso. Rir de si mesmo é bom (até certo ponto). E seguir caminhos diferentes dos que lhe foram traçados é uma prova de coragem... Estou esperando ansiosamente pelo que está por vir, já que ela escolheu um caminho tão diferente do meu. E, com toda certeza, está morrendo de medo do próximo passo, já que esse ciclo se fecha. E todo ciclo que termina é uma morte.

Hoje morre a Thaís universitária. A Thaís que achava que não ia conseguir. A Thaís que se escondia detrás de uma porção de coisas, principalmente do próprio corpo. Você conseguiu. Cumpriu essa etapa. Pagou a última moeda do que todos esperavam de você. Está formada. Nasce hoje uma adulta, mesmo a contragosto. Nasce a Thaís profissional. A garota que já começa a mostrar seu talento nos figurinos por aí, que pensa em seguir a academia e mostrar suas ideias empoderadas para mais gente. 

Quero que saiba que continuo aqui para os cagaços e para os conselhos, para fazer churros e ler  (bem de vez em quando) aqueles livros tristes que você me aconselha. Quero que saiba que agora é a sua vez de ser referência para a Bia e que essa é uma responsabilidade que você vai tirar de letra sendo apenas você mesma. Sucesso! Lembre-se que sempre que conseguir um objetivo implica em falhar algumas vezes e que do chão ninguém passa. E é com os pés no chão que todos nós enfrentamos essa longa caminhada que é viver...

sábado, 30 de julho de 2016

Do Seu Lado - Capítulo 3

Oi, gente,
hoje estou comunicando a postagem do terceiro capítulo de Do Seu Lado no Youtube. Para quem não sabe, resolvi publicar meu primeiro livro no youtube. Está em formato de slides. Estou publicando os capítulo às quartas e aos sábados. Deem uma passadinha por lá.

Olhaí:

Nesse capítulo, a vida de Malu começa realmente a mudar. Pois o filho do seu padrasto, um rapaz chamado Antonio, vem passar as férias de final de ano com eles. Antonio é incrível. De tão divertido, vai ganhar a amizade de Malu e despertar o interesse de suas colegas de escola. E talvez esse interesse dê início às mudanças que a moça tanto espera que aconteçam...

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Cachorros Não Dançam Balé

Bia finalmente está entrando no clima das historinhas. Ela já consegue acompanhar um enredo com começo, meio e fim. Por isso, está na hora de dar o gás na leitura dessa biblioteca infantil que venho construindo desde que descobri que estava grávida.

Essa semana, experimentamos o delicioso Cachorros Não Dançam Balé, de Anna Kemp. Com ilustrações de Sara Olgivie. Editora Paz e Terra. Lembro-me que comprei esse livro em uma das minhas buscas em livrarias. Geralmente, compro os meus livros pela internet, o preço é bem mais em conta, mas, em se tratando de infantis, adoro lê-los e folhear. Sempre acabo comprando alguma coisa ou pelo preço ou pelo encantamento. Foi o caso de Cachorros Não Dançam Balé. As ilustrações são muito fofas e a história inusitada traz uma mensagem importante.

O livro é a história de um cachorro chamado Filé (se você acompanha o blog, já percebeu que a utilização de animais é comum nos livros infantis. O animal diminui o impacto das emoções mais fortes). Filé é o bichinho de estimação de uma esperta menininha. Ela logo percebe que seu cachorro é diferente dos outros, ele não gosta de apanhar a bola, mas fica fascinado por pessoas dançando na televisão. 

A menininha aceita de cara a paixão do cachorrinho pelo balé e até a vontade que ele sente de usar tutu. Já o pai da garota não aceita que o bichinho a acompanhe nas aulas de dança, nem aceita que cachorros queiram dançar balé. Filé faz todas essas coisas escondido. Sem se importar muito com o que os outros vão dizer. E como tem censura nesse livro. As pessoas na parada de ônibus, a família, a ´professora de balé, ninguém aceita que um cachorro queira dançar balé.

Minha filha, que anda muito empática com os personagens, pedia para acabar com a leitura todas as vezes que alguém desacreditava o cachorrinho. Tanto orgulho dela que já percebe o que é certo e errado. Precisei dizer para ela que no final ia ficar tudo bem. E fica mesmo. Filé se apresenta num grande balé e as pessoas estranham no começo, mas ele é tão talentoso que o livro acaba com muitos aplausos.

Achei o livro ótimo. É sobre vencer desafios e sobre aceitar diferenças. Não podemos deixar de perceber que, facilmente, poderíamos trocar o cachorro Filé por um menininho. Um menino diferente. Que não somente gosta de dançar. O que por si só já seria audacioso, mas um menino que faz questão de usar tutu. Um menino diferente de outros meninos. Entendeu do que o livro trata?

Note que a menininha aceitou facilmente os gostos do cachorrinho e quem foi o primeiro que implicou? O pai. A figura masculina. Além disso, a autora faz questão de mostrar que o cachorrinho não gosta apenas da dança. Gosta de balé. O estilo mais associado ao feminino. E gosta de usar tutu. Não é preciso usar tutu para dançar, não é mesmo?

É um tema forte. Disfarçado por personificações e ilustrações fofinhas. Claro que é uma metáfora para todo os tipos de diferenças. Mas talvez seja uma excelente porta para abrir o diálogo entre um pai que não aceita que cachorros dancem balé e um filho que não gosta de fazer as mesmas coisas dos outros menininhos.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Do Seu Lado - Capítulo 2


Oi, gente,
hoje estou deixando no meu canal mais um capítulo do meu primeiro livro. Ainda estou caminhando nesse negócio de vídeo e de canal. Se tiver um tempinho, vai lá, lê, se inscreve, compartilha. Aquele negócio todo de youtuber...

Esse é um capítulo que mostra mais a personagem principal através da sua convivência familiar. Nos meus livros, pais e filhos compartilham características. E vocês vão perceber, com a passagem dos capítulos, como a personalidade de Malu vai sendo moldada a partir dos seus pais: Helena e Fernando.

Mil beijos e espero que gostem...

terça-feira, 26 de julho de 2016

Hipocrisia, eu quero uma para viver...

Hoje vou escrever um post em um molde que não gosto muito, principalmente porque não verifiquei as fontes (não por falta de tentativa), mas é incrível como num mundo com tantas informações, algumas coisas, aquelas que "não interessam ser mostradas", simplesmente somem. Neste sábado, na minha timeline, apareceu um depoimento de um jovem, depoimento provavelmente curtido por algum dos meus alunos. Eu estava meio ocupada, meio fazendo mil tarefas ao mesmo tempo no computador e não reparei direito no post, li por cima.

Tratava-se de um relato de violência. O jovem relatava ter sido agredido, por estar beijando seu parceiro, em plena Praça da Gentilândia no Benfica. Para quem é de fora, que fique claro, que o bairro (e essa praça em específico) é um conhecido reduto LGBTS. Assim como a Pracinha em frente ao shopping Aldeota era um conhecido reduto de pessoas que gostam de animes e cultura geek. Assim como o Condomínio Uirapuru é conhecido por promover eventos religiosos. E, na minha cabeça, se você não gosta do que acontece nesses lugares, simplesmente não vá. Porém...

Mas o melhor (se é que dá para usar essa palavra nesse contexto) está por vir. Os agressores. Nada mais nada menos que vendedores de drogas. Isso mesmo. Os traficantes locais bateram no casal. Diz-se, aliás, que isso está virando prática comum do lugar. Não é lindo? Traficantes preocupados com a moral e os bons costumes? Provavelmente, tementes a Deus. 

Antes que as cabeças toscas comecem a raciocinar, vamos esclarecer alguns fatores. Você, preconceituoso de carteirinha, vai dizer: mas a culpa é dos viados que usam drogas. Perdidos. Merecem mesmo. E blá, blá, blá... Vomitando imbecilidades sem fim. Gays e héteros usam drogas. Aliás, para e pensa, que tipo de atendimento ao cliente é esse por parte do tráfico: eu vendo para você e eu te bato. Não acho que seja um marketing eficiente. Acho que é melhor o pague um leve dois ou até o chiclete com a figurinha, mas vou deixar você tentar encontrar desculpas para isso...

Na minha cabeça, o que une droga e homossexualismo é uma coisa só: a lixeira social. O lugar onde jogamos tudo aquilo que o "cidadão de bem" não quer ver. Pois, cerceados de sua liberdade de ir e vir, os homossexuais precisam de espaços que os aceitem. Infelizmente, hoje em dia, esses lugares são guetos escuros, na calada da noite, escondidos por n subterfúgios, lugares onde nem a polícia faz questão de chegar. E a droga, como tudo mais que não presta, também circula por lugares assim.

Falta um pouco de raciocínio dedutivo aí, gente, estamos misturando causas e efeitos. Gay não é igual a droga. Gay não é igual a promiscuidade. Embora existam gays que usem drogas e existam gays promíscuos. Mas, na verdade, o que é que eu tenho a ver com isso? Nada. A questão desse post, por sinal, passa mais por essa inversão de valores. É o traficante ensinando moral. É a violência reprimindo o amor. E tudo isso regado por um egoísmo imenso. Afinal, jogamos essas pessoas nos guetos. E até nos guetos, eles apanham. Até nos guetos eles morrem. E parece que isso é o certo a se fazer pelo bem comum.

Mesmo que o relato não seja verdade. Os números da violência contra a comunidade LBTS são alarmantes. E a sociedade tem lutas muito mais importantes a vencer do que ir contra os direitos básicos dos homossexuais e outras definições. Direitos que qualquer cidadão tem. Enquanto houver houver lacicismo, pelo menos. E Deus permita que isso continue a existir, porque da última vez que religião e justiça se misturaram foram mil anos de trevas e escuridão. 

A luta contra o consumo de drogas. A legalização. A conscientização da juventude. O acesso aos centros de apoio. A violência gerada por esse câncer social que é a droga. Tudo isso é tão mais relevante do que dois rapazes se beijando em uma praça. E, ainda assim, essas bandeiras de ódio explícito continuam a ser erguidas e heróis fascistas surgem com cada vez mais força, amparados apenas pela raiva e pelo egoísmo.

A idiotia é o mal do século, sem sombra de dúvida. Enquanto escrevo, penso naqueles que colocarão o homossexualismo e o vício no mesmo patamar. Acusando-me de hipócrita. Afinal, "duvido que ela queira que a filha veja dois homens se beijando". Em primeiro lugar, não me incomodo um milímetro com dois homens se beijando na frente da minha filha, contanto que se mantenha o decoro, isso vale para casais de qualquer natureza, inclusive para héteros como eu e o pai dela e cachorros grudados no meio da rua. E, ainda assim, caso ela veja algo "inapropriado para a idade", tudo é oportunidade para diálogo e conversa. 

Em segundo lugar, de certa forma, o pensamento preconceituoso tem alguma lógica, pois existe mesmo uma relação entre vício e homossexualismo. Tanto o viciado como o gay não tem saúde. Saúde, se tomamos por base a OMS (organização sanitária vinculada à Organização das Nações Unidas), seria  “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de enfermidade ou invalidez”. Por esse ponto de vista, viciados e homossexuais estão no mesmo barco, pois dependem do poder público para alcançar essa saúde de bem-estar físico, mental e social. E, definitivamente, nenhum desses dois grupos e suas interseções merecem a lixeira social em prol de um "cidadão de bem", categoria, aliás, que eu nem acredito que exista de fato.